No fluxo da vida social vamos ouvindo, assimilando, aprendendo e repetindo idéias e representações que vão dando forma às nossas crenças. Se não pararmos para pensar no porquê acreditamos nisso ou naquilo, vamos repetindo o assimilado.Para superar o preconceito, origem de toda discriminação, temos que entender como ele se forma. Moscovici, um teórico muito atual em Psicologia Social, faz um questionamento curioso: "Eu acredito numa "verdade"porque realmente é uma verdade ou, se torna uma "verdade" porque nela eu acredito? Com o preconceito funciona assim: Crescemos escutando afirmações, concepções acerca das diferenças entre as pessoas e, muitas vezes, essas diferenças são apreciadas como negativas, porque é uma tendência humana à categorização social, à comparação.
Classificamos e comparamos o tempo todo, mas temos que ir aprendendo e tomando consciência de que reconhecer e aprender com as diferenças não nos desqualifica enquanto sujeitos, não nos torna melhores nem piores, somente seres sociais ainda mais plurais.
Muitas atitudes e muitos comportamentos facilitam o respeito com o diferente: abertura, escuta, troca, empatia, pssibilidade de convívio com o diferente, aproximação,encontros diálogo,ou seja,uma postura dialógica,permitindo que o outro tenha voz e possa expressar o que pensa, sente,crê.
"Temos o direito de ser iguais quando as diferenças nos inferiorizam. Temos o direito de sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza". (Boaventura de Souza Santos)
Sem as diferenças que nos constituem, o amor não teria nenhum sentido, as culturas não existiriam, nem a arte com toda sua versatilidade.Uma vida sem o diferente é uma vida apática, esvaziada de sentidos, de conflitos, de dúvidas, de divergências...
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